Entrevista: Cúpula do G20 deve centrar-se em derrubar barreiras comerciais: perito
Melbourne, 31 ago (Xinhua) -- O proteccionismo está abrandando a economia mundial e a próxima Cúpula do grupo dos 20 (G20) em Hangzhou, China , deve centrar-se na cooperação internacional, o que aumenta o livre comércio entre as Nações, disse um executivo principal do banco.
Huang Xiaoguang, CEO da Austrália e Nova Zelândia Banking Group (na sigla em inglês ANZ) na China, disse que o foco da Cúpula dos líderes das 20 principais economias mundiais incidirá sobre a luta contra o lento crescimento econômico.
"Acho que a cooperação para enfrentar as questões globais juntos vai ser o item principal da pauta", disse Huang a Xinhua na sede mundial do ANZ, em Melbourne.
"Hoje na economia mundial, por exemplo, você vê o proteccionismo e isso vai desacelerar a economia mundial e criar muitos problemas.Acho que o G20, representando os países mais importantes do mundo, deve estar na posição de trabalhar juntos para tornar o nosso mundo melhor".
Huang elogiou a iniciativa “Um cinturão, uma rota”da China, apelidado de "a moderna rota da seda" uma ótima solução para o crescimento lento.
"Bem, eu acho que “um cinturão, uma rota” é uma ótima ideia", disse Huang.
"Tradicionalmente, fazemos trocas através de rotas marítimas e ainda é muito importante, mas “um cinturão, uma rota” irá criar uma outra solução e oportunidade para o comércio com o resto dos países do mundo e estarem mais próximos.
"Um cinturão, uma rota” ajudará países ao longo da estrada a estarem mais próximos, então, por que não (apoiá-la)?"
A iniciativa exigira redes de infra-estruturas extensas, que estão sendo construídas em cerca de 60 países na Ásia, Europa e norte de África, a um custo estimado de 8 trilhões de dólares.
A iniciativa conectaria as potências econômicas da Ásia e da Europa por terra, bem como através do mar e é destinada a fomentar a colaboração econômica na área.
Caso se torne realidade, a eficiência das trocas comerciais entre países da região poderia duplicar, dizem os apoiantes.
"Se você pegar um trem de Chongqing, na China, para Hamburgo, na Alemanha, é preciso duas semanas, bem menores que a rota marítima", disse Huang, um antigo executivo no China Citibank e no banco americano Merrill Lynch.
"Para produtos de alto valor, a ferrovia é na verdade muito mais eficiente. Então depende do carregamento, se você vai e volta totalmente carregado, o custo vai descer. Acho que a China tem sido bem sucedida na construção de infra-estruturas e que a experiência pode ser compartilhada com os países ao longo da estrada. Então, é por isso que a China tomou a iniciativa de criar um banco de investimentos em infra-estrutura, na Ásia para deixar os parceiros globais trabalharem juntos e ajudar os países menos desenvolvidos."
Em sua entrevista com a Xinhua, Huang disse que apesar de um recente abrandamento, a economia da China continuou a crescer. Foram os problemas nos mercados europeus e dos EUA que contribuíram para o baixo crescimento global.
"A Europa não está bem, os Estados Unidos não se recuperaram e estes dois são os principais mercados do mundo", disse a Xinhua.
"Se esses dois não estão indo bem, logo não é bom para a economia global. A China tem estado a abrandar mas ainda regista um crescimento de 6,7%, e um mecanismo apenas não é suficiente (para conduzir uma economia global saudável)”.
"Acho que a Europa deve recuperar e os Estados Unidos devem se recuperar completamente para de seguida a economia mundial pegar novamente. Caso contrário vai ser lenta".
Não só a Cúpula do G20 provará ser importante para resolver as questões economicas do mundo, é também uma oportunidade para a China se mostrar ao mundo como um ótimo lugar para fazer negócios”, disse Huang.
"Acho que é uma boa oportunidade para a China apresentar novos parceiros e encontrar uma forma de reconstruir a economia global", disse.
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