Brasil fecha 2025 com a menor taxa de desemprego desde 2012-Xinhua

Brasil fecha 2025 com a menor taxa de desemprego desde 2012

2026-01-31 18:53:16丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 30 jan (Xinhua) -- A taxa média anual de desocupação do Brasil ficou em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o relatório do IBGE, o indicador de referência caiu 1 ponto percentual em comparação com 2024, quando estava em 6,6%. No final de 2025, no trimestre encerrado em dezembro, o desemprego chegou a 5,1%, o menor índice de toda a série estatística.

O número total de desempregados chegou a 6,2 milhões em 2025, uma redução de quase 1 milhão em relação a 2024, representando uma queda de 14,5% em relação aos 7,2 milhões registrados no ano anterior.

A taxa de emprego, que mede a proporção de pessoas empregadas na população em idade ativa, atingiu um recorde de 59,1% em 2025, 0,5 ponto percentual acima do registrado em 2024. A população empregada chegou a 103 milhões, um recorde desde o início das medições estatísticas trimestrais, enquanto a população subutilizada foi estimada em 16,6 milhões, uma redução de 10,8% em comparação com o ano anterior.

No mercado de trabalho formal, o número de empregados com contrato no setor privado atingiu 38,9 milhões, o maior nível da série histórica, enquanto o número de trabalhadores sem contrato formal chegou a 13,8 milhões.

Segundo o relatório, o número de trabalhadores autônomos chegou a 26,1 milhões, um aumento de 2,4% em comparação com 2024, enquanto a taxa de informalidade passou de 39% em 2024 para 38,1% em 2025.

Em relação à renda no Brasil, a média foi de 3.560 reais (mais de US$ 680) por mês, representando um aumento de 5,7% em comparação com 2024.

A analista do IBGE, Adriana Beringuy, explicou à imprensa que o crescimento do emprego foi acompanhado por uma melhora na qualidade das relações de trabalho e um aumento na renda real dos trabalhadores.

A redução do desemprego no Brasil concentrou-se em setores menos dependentes de crédito, o que permitiu que o mercado de trabalho permanecesse forte, apesar das taxas de juros terem atingido seu nível mais alto em 20 anos, a 15% ao ano.

A analista explicou que o "dinamismo econômico" foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda dos trabalhadores, e não por uma expansão do crédito ou do consumo de bens. Fim

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