Beijing, 9 jan (Xinhua) -- A inflação da China aumentou ligeiramente no último mês de 2025 e o recuo dos preços aos produtores se desacelerou ainda mais, à medida que as políticas governamentais visando estimular a demanda doméstica continuaram a impactar positivamente a economia.
Com o impulso ao consumo devido ao Ano Novo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), principal indicador da inflação, subiu 0,8% em dezembro em termos anuais, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE).
"O aumento do IPC em dezembro foi de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior, atingindo o nível mais alto desde março de 2023", afirmou a estatística do DNE, Dong Lijuan, atribuindo o aumento expressivo principalmente à expansão dos preços dos alimentos. Em dezembro, os preços dos alimentos subiram 1,1% ano a ano.
O núcleo do IPC, que exclui os preços de alimentos e energia, registrou alta anual de 1,2%, de acordo com os dados.
Em dezembro, o IPC nas áreas urbanas subiu 0,9%, superando o aumento mais moderado de 0,6% nas áreas rurais. Os preços de produtos não alimentícios também apresentaram crescimento mais moderado do que os preços dos alimentos, com alta de 0,8% em relação ao ano anterior.
Em 2025, o IPC permaneceu estável em comparação ao ano anterior, segundo dados do DNE. Entre as principais metas de desenvolvimento para 2025, o governo chinês visava um aumento do IPC em torno de 2%, buscando equilibrar a oferta e a demanda por meio de uma combinação de políticas e medidas de reforma, mantendo o nível geral de preços dentro de uma faixa adequada.
Em termos mensais, o IPC também subiu 0,2% em dezembro, revertendo uma queda de 0,1% em novembro. Essa mudança na variação de preços foi impulsionada principalmente pelo aumento dos preços de bens de consumo industrializados, excluindo energia, que cresceram 0,6% no mês.
"Com as políticas de estímulo ao consumo continuando a surtir efeito, juntamente com o feriado do Dia do Ano Novo, a demanda dos moradores por compras e entretenimento aumentou, levando a aumentos de preços em dispositivos de comunicação, produtos materno-infantis, bens de consumo duráveis e eletrodomésticos, com taxas de crescimento variando entre 1,4% e 3% em termos mensais", disse Dong.
Os dados da sexta-feira também mostraram que o índice de preços ao produtor (IPP), que mede os custos dos produtos na porta da fábrica, caiu 1,9% em termos anuais em dezembro, um número menor perante a queda de 2,2% registrada no mês anterior. Para o ano de 2025, o IPP recuou 2,6%.
No entanto, em comparação ao mês anterior, o IPP subiu 0,2% em dezembro, acelerando em relação ao avanço de 0,1% do mês anterior. Este foi o terceiro mês consecutivo de crescimento do IPP.
Dong disse que a melhoria na dinâmica de oferta e demanda impulsionou o aumento de preços em alguns setores em dezembro, enquanto a melhoria na gestão da produção em setores-chave e os esforços abrangentes para regular a concorrência de mercado levaram ao aumento de preços em setores como mineração e processamento de carvão, fabricação de baterias de íon-lítio, fabricação de cimento e fabricação de veículos de nova energia.
A alta dos preços internacionais dos metais não ferrosos também impulsionou o aumento de preços em setores domésticos relacionados, como mineração, fundição e laminação de metais não ferrosos, no mês passado. No entanto, a queda nos preços internacionais do petróleo bruto levou à redução dos preços de extração de petróleo doméstico e dos preços dos produtos petrolíferos refinados em 2,3% e 0,9%, respectivamente, disse Dong.

