Rio de Janeiro, 6 jan (Xinhua) -- A balança comercial do Brasil encerrou 2025 com um superávit de US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 348,7 bilhões e importações de US$ 280,4 bilhões. O superávit só foi superado pelos registrados em 2024 e 2023.
O vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil alcançou um nível recorde de exportações apesar de um contexto internacional adverso. "Mesmo com as tarifas americanas e as dificuldades geopolíticas, alcançamos um nível recorde de exportações de US$ 348,7 bilhões. Também tivemos um nível recorde de importações", observou.
As tarifas americanas impactaram o comércio bilateral. Em 2025, as exportações brasileiras para o mercado americano caíram 6,6%, de US$ 40,368 bilhões em 2024 para US$ 37,716 bilhões. Em contrapartida, as importações dos Estados Unidos cresceram 11,3%.
Como resultado, o Brasil registrou um déficit comercial com os Estados Unidos de US$ 7,530 bilhões em 2025.
Por outro lado, as exportações de produtos brasileiros para a China, seu principal parceiro comercial, cresceram 6% em 2025, atingindo US$ 100,021 bilhões, em comparação com os US$ 94,372 bilhões exportados em 2024.
Durante o mesmo período, as importações brasileiras de produtos chineses também aumentaram, subindo 11,5% para US$ 70,930 bilhões, em comparação com os US$ 63,636 bilhões do ano anterior. Com esses resultados, o superávit comercial do Brasil com a China atingiu US$ 29,091 bilhões em 2025.

