Lógica destorcida dos EUA sobre superávit comercial engana o público, diz especialista

2019-05-22 13:37:41丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 22 mai (Xinhua) -- O chefe do Conselho da China para a Promoção do Comércio Internacional, Gao Yan, disse em uma entrevista à Xinhua que o desequilíbrio do comércio China-EUA é uma proposição falsa com base em um método estatístico parcial.

Segundo Gao, a medida estatística parcial que levou os americanos a acreditarem que eles têm um déficit comercial massivo com a China ignora o comércio de serviços, o efeito da substituição dos investimentos transfronteiriços, a restrição dos EUA sobre as exportações de produtos de alta tecnologia e outros fatores.

Para explicar a atual situação do déficit comercial dos EUA, Gao apresentou um método de "superávit de comércio com base em propriedade", que tem sido adotado por muitos especialistas do mundo.

O método não negligencia o efeito da substituição dos investimentos transnacionais para o comércio, e inclui tanto o volume de comércio de mercadorias como o de serviços, explicou Gao.

Os Estados Unidos estão conscientes das falhas do seu atual sistema de estatísticas comerciais pois eles mesmos usam a estrutura de estatística comercial com base em propriedade desde o início da década de 1990.

De acordo com dados do Departamento de Análise Econômica dos EUA, o "superávit de comércio com base em propriedade" da China com os EUA diminuiu entre 2009 e 2017. Em 2017, o volume foi de US$ 45,3 bilhões.

Em termos estatísticos mais amplos, os EUA têm desfrutado de um crescente "superávit de comércio com base em propriedade" com a China no período 2009-2017, indo de US$ 14,5 bilhões para US$ 160,4 bilhões, com todas as empresas norte-americanas na China incluídas.

Dados das alfândegas chinesas também mostraram que 59% do superávit comercial da China com os EUA foram gerados pelas empresas estrangeiras na China em 2017.

Gao disse esperar que os EUA possam tratar a situação de forma justa e terminar com a lógica política que deturpou a verdade dos laços comerciais sino-americanos.

Os dados provam que o vínculo tem sido de benefício mútuo.

Ao assinalar que a China é o maior país em desenvolvimento e que os Estados Unidos são o maior país desenvolvido do mundo, Gao disse que as altas das tarifas não afetarão apenas as empresas chinesas, mas também as norte-americanas.

Muitas empresas transnacionais dos EUA dependem muito do mercado chinês pois uma grande porção dos seus lucros vem daqui, indicou Gao.

Por exemplo, a gigante de chip Qualcomm, a Broadcom, o Starbucks, a Coach e a A.O. Smith têm registrado a maior parte dos seus lucros na China.

Segundo Gao, se a China e os EUA aumentarem as tarifas transfronteiriças, as cadeias industriais e a lucratividade das empresas serão afetadas.

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