Brasil e Rússia definem agenda para expandir comércio e cooperação-Xinhua

Brasil e Rússia definem agenda para expandir comércio e cooperação

2026-02-06 13:12:46丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 5 fev (Xinhua) -- A 8ª Reunião da Comissão de Cooperação de Alto Nível Brasil-Rússia, realizada com foco no fortalecimento do comércio e cooperação bilaterais, foi concluída nesta quinta-feira em Brasília com uma declaração conjunta que reafirma a parceria estratégica de longo prazo baseada no diálogo político e na confiança mútua.

A reunião foi copresidida pelo vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, e pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.

Em seu discurso, Alckmin destacou que o comércio bilateral, estimado em cerca de US$ 11 bilhões em 2025, está aquém do verdadeiro potencial das duas nações e defendeu a diversificação do comércio com produtos de maior valor agregado. O Brasil importa principalmente diesel e fertilizantes, enquanto exporta carne bovina, café e soja.

Por sua vez, Mishustin destacou a necessidade de aumentar o uso de moedas locais e desenvolver uma arquitetura de pagamentos independente para salvaguardar a relação comercial e facilitar a logística bilateral.

Segundo o primeiro-ministro russo, ambos os países precisam reduzir sua dependência de mecanismos financeiros tradicionais dominados pelo dólar. "Para concretizar planos conjuntos, precisamos aumentar os pagamentos em moedas locais, fortalecer a interação bancária e utilizar uma arquitetura de pagamento independente", disse ele, segundo tradução oficial do governo brasileiro.

O chefe de governo russo enfatizou que o Brasil é o principal parceiro econômico da Rússia na América Latina e afirmou que a digitalização e a transição energética criam novas oportunidades de cooperação. Nesse sentido, indicou que a Rússia está disposta a compartilhar tecnologias em áreas como energia nuclear para fins pacíficos, inteligência artificial e automação.

Na Declaração Conjunta, as partes destacaram os recentes contatos presidenciais e os preparativos para a celebração dos 200 anos de relações diplomáticas em 2028.

No âmbito multilateral, ambos os países expressaram sua intenção de coordenar posições em fóruns como a ONU, o BRICS e o G20.

"As partes reiteraram sua rejeição ao uso de medidas coercitivas unilaterais, particularmente contra países em desenvolvimento, enfatizando que tais medidas são ilegais, ilegítimas e incompatíveis com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas", destacou a declaração. Segundo o documento, essas medidas violam os direitos humanos das populações afetadas, prejudicam o desenvolvimento sustentável e representam "uma grave afronta à independência e soberania dos Estados".

Brasil e Rússia reiteraram seu apoio à reforma do Conselho de Segurança e a uma maior cooperação internacional em matéria de mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável, desarmamento e segurança internacional.

Em matéria econômica, concordaram em expandir e diversificar o comércio bilateral, fortalecer os conselhos empresariais, aprimorar a cooperação aduaneira e aprofundar o diálogo econômico e financeiro, inclusive no âmbito do BRICS.

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