Destaque: Unindo tradição e tecnologia - Medicina Tradicional Chinesa com IA traz esperança para pacientes sul-africanos-Xinhua

Destaque: Unindo tradição e tecnologia - Medicina Tradicional Chinesa com IA traz esperança para pacientes sul-africanos

2026-01-24 10:27:45丨portuguese.xinhuanet.com

O paciente sul-africano, Jabulane Ngwenwa (à frente), recebe tratamento com agulha de pilão no Centro Africano de Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura em Joanesburgo, na África do Sul, em 21 de janeiro de 2026. (Xinhua/Chen Wei)

Por Hang Zebo e Bai Ge

Joanesburgo, 22 jan (Xinhua) -- Para Jabulane Ngwenwa, 71 anos, anos de luta contra a hipertensão representaram uma longa busca por alívio. Após tratamentos convencionais apresentarem pouca melhora, o residente sul-africano recorreu a uma clínica de Medicina Tradicional Chinesa (MTC), na esperança de uma nova abordagem para controlar sua condição.

Em uma clínica iluminada pelo sol em Joanesburgo, Ngwenwa sentou-se diante de uma moderna tela digital que capturou imagens de seu rosto e língua. Em cerca de 10 segundos, um relatório abrangente de saúde baseado em MTC, gerado por inteligência artificial (IA), apareceu, analisando a saburra de sua língua e a aparência da sua pele, além de identificar riscos associados à sua hipertensão crônica e ao inchaço persistente nos pés.

"Fiquei impressionado", disse Ngwenwa. "Nunca tive uma experiência médica assim".

De acordo com Hu Zijing, professor associado de 39 anos da Universidade de Joanesburgo e diretor do Centro Africano de Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura, o sistema é a primeira ferramenta de diagnóstico de MTC com IA introduzida na África.

Desenvolvida em cooperação com a Universidade de Medicina Chinesa de Anhui, na China, a tecnologia de IA transforma a prática tradicional da MTC, baseada na experiência, em um processo padronizado e visualizado, melhorando a eficiência e a consistência.

Além da avaliação digital, a consulta de Ngwenwa combinou a prática tradicional com a tecnologia moderna. Hu realizou um diagnóstico tradicional de pulso, seguido de uma consulta on-line com Fu Li, especialista em hipertensão do Segundo Hospital Popular de Chengdu, no sudoeste da China.

Com base na análise de IA e na experiência clínica de ambos os lados, os médicos desenvolveram um plano de tratamento holístico personalizado para a condição de Ngwenwa.

Como parte do plano, Ngwenwa recebeu tratamento com a técnica de agulha de pilão (Chuzhen), uma técnica não invasiva da MTC. Realizada sob a supervisão de Hu, a terapia indolor permitiu que os estudantes adquirissem experiência clínica prática enquanto prestavam cuidados.

"A IA simplifica o diagnóstico", disse Tasneem Patel, uma das estudantes de Hu da Universidade de Joanesburgo, que estudou MTC na China. "As consultas on-line com especialistas nos ajudam a conectar o aprendizado em sala de aula com pacientes reais".

A integração de tecnologia, prática clínica e ensino reflete a missão mais ampla de Hu na África do Sul. O programa de acupuntura, criado em 2020 na Universidade de Joanesburgo, matricula cerca de 50 estudantes de graduação e 20 de pós-graduação por ano, enquanto a clínica de ensino atende comunidades locais, principalmente pacientes de baixa renda.

Hu também enfatiza a ética médica. Todos os anos, ele lidera estudantes em ações de extensão comunitária em lares infantis, lares de idosos e comunidades carentes em Joanesburgo, assim como no vizinho Lesoto.

Essas iniciativas não apenas oferecem cuidados, mas também ajudam os estudantes a entender que, embora a MTC seja uma profissão, seu verdadeiro propósito reside em contribuir para a sociedade.

"No início, os moradores locais não entendiam muito bem a MTC", lembrou Hu. "Agora, pacientes como Ngwenwa chegam sem precisar de explicações teóricas básicas. A inteligência artificial se tornou uma ferramenta poderosa na disseminação da conscientização sobre saúde".

Por meio dessa integração entre inovação digital e sabedoria ancestral, a MTC está dando a mais famílias sul-africanas acesso a cuidados de saúde holísticos, disse Hu.

Especialistas do Segundo Hospital Popular de Chengdu, na China, participam remotamente de consulta on-line com o paciente Jabulane Ngwenwa (2º à direita) no Centro Africano de Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura em Joanesburgo, na África do Sul, em 21 de janeiro de 2026. (Xinhua/Chen Wei)

Hu Zijing (em pé), professor associado da Universidade de Joanesburgo e diretor do Centro Africano de Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura, faz tratamento de acupuntura no paciente sul-africano Jabulane Ngwenwa no centro em Joanesburgo, na África do Sul, em 21 de janeiro de 2026. (Xinhua/Chen Wei)

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