Vendas do comércio varejista no Brasil crescem 1,2% em julho

2021-09-11 17:56:38丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 10 set (Xinhua) -- As vendas do comércio varejista brasileiro aumentaram 1,2% em julho para alcançar um patamar recorde, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

As vendas no varejo, um dos motores econômicos do país, registraram em julho seu quarto crescimento consecutivo, subindo 6,6% no acumulado do ano em comparação com os primeiros sete meses de 2020. No acumulado dos últimos 12 meses até julho, o avanço é de 5,9%, enquanto que em relação a julho de 2020,as vendas aumentaram 5,7%.

"Foi o quarto crescimento consecutivo do indicador, fazendo com que o volume de vendas do comércio chegasse a um patamar recorde da série histórica iniciada no ano 2000", afirmou o IBGE.

O Instituto revisou o resultado de junho para um aumento de 0,9%, após ter divulgado no mês passado que as vendas do setor tinha se retraído em 1,7% em comparação com maio.

Cinco das oito atividades analisadas aumentaram suas vendas de junho a julho, lideradas pelos artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%), que inclui lojas de departamentos, esportivas e joalherias, entre outras.

"Vemos uma trajetória de recuperação dessa atividade, que acaba por fazer grandes promoções e aumentar sua receita bruta de revenda, em um novo momento de abertura e maior flexibilização do isolamento social, o que gera um aumento maior da demanda", segundo o IBGE.

Também aumentaram as vendas de tecidos, vestuário e calçados (2,8%) e as de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) enquanto no outro lado, se destacou a queda das vendas de livros, jornais e artigos de papelaria (-5,2%) e de material de construção (-2,3%).

O aumento das vendas do varejo no Brasil é um dos fatores que impulsiona a retomada econômica do país depois do forte impacto negativo causado pela COVID-19 no ano passado e que provocou uma retração de 4,1% no Produto Interno Bruto (PIB).

Não obstante, as tensões políticas, a alta inflação e a forte seca que assola o país fizeram as perspectivas de recuperação cair ligeiramente. No segundo trimestre, a economia brasileira caiu 0,1% em comparação com os primeiros três meses do ano.

Em julho, a produção industrial baixou 1,3% em comparação com junho e voltou ao nível prévio da pandemia, acendendo um sinal de alerta sobre a recuperação econômica do país. Para este ano, o mercado financeiro espera que o PIB cresça 5,15% e que em 2022, cresça 1,93%.

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